Muito se especula sobre o futuro das entregas “Last Mile” (perna final do processo de entrega, aquilo que nós aqui fazemos) no mercado de logística. Será que o futuro está na mão dos drones aéreos? Ou será que está na mão dos robôs terrestres? Ou dos AGVs, grandes veículos autônomos com armários que passeio pela cidade. Na era dos carros autônomos e dos drones nem o céu é o limite.

O que realmente vai decidir tudo isso é o custo de desenvolvimento versus o custo da mão de obra. Uma pesquisa do Deutsche Bank nos EUA levantou os seguintes custos para uma simples entrega de sapatos:

  • Premium Terrestre (ex: UPS ou FedEx): $6 – $6.50
  • Pequenas transportadoras (ex: Courrieros): $4 – $5
  • USPS para entrega final: Por volta de $2
  • Robôs/drones: menos de $0.05 a cada milha do delivery

Da pra entender o por que da Amazon investir caminhões de dinheiro em seu programa de drones (que recentemente fizeram a primeira entrega de fato, após pouco mais de dois anos de desenvolvimento). Assista o vídeo

Outra empresa que vem ganhando espaço com a sua proposta diferentona é a Starship, gerida pelos fundadores do Skype . Criaram um robozinho autônomo que faz entregas expressas de pequenos pacotes e o faz de forma totalmente automática; desde a separação no estoque até a entrega física. Ele só “libera” a entrega para o recebedor mediante a confirmação de quem comprou via app.

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Tudo muito lindo certo? Afinal de contas de acordo com a pesquisa da McKinsey  1/4 dos consumidores pagariam mais caro para receberem suas entregas no mesmo dia da compra. Ou seja tecnologias assim são inevitáveis.

Ahhhn, mas e o Brasil (o BR e os outros países em desenvolvimento). Pois é, imagine você se a ANAC decide regularizar o drone delivery em SP (sim, já tem uns brazucas se aventurando nesse território, da uma zoiada). Ou que a Starship decide que vai fazer uma parceria com a Netshoes e fazer entregas de robôs em São Paulo. O estilingue vai voltar a moda rapidinho. Lógico que é um exagero, mas não tem como não duvidar de tecnologias assim no momento atual em que vivemos, especialmente no Brasil. A mesma pesquisa da McKinsey aponta que países nos quais a mão de obra é mais barata vão demorar bastante ainda para adotar esses modelos.

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Pois bem, a solução pro mercado de e-commerce e de entregas “Last Mile” hoje se encontra com os motoboys então? Não necessariamente. O único modal que consegue manter um custo baixo e manter a eficiência (no meio de todos esses relatórios chiques que eu apresentei) é a bicicleta: barata, eficiente e sustentável.

Bora de bike!

VCB