Uma matéria da Fast Company recentemente falou sobre uma empresa que está fazendo bastante barulho nos Estados Unidos: Inboard Tecnology, empresa que desenvolve skates elétricos. Empresa criada por Ryan Evans de 32 anos que tem a ambição de ser a resposta para os problemas de “Last Mile” urbano. Ou seja, é aqueles últimos quilômetros que você normalmente caminha depois de sair do trem ou do ônibus. Isso converge também com o Last Mile Delivery que é o que fazemos de bike por aqui. Parece que a invenção é boa sério, chega a 20mph na subida e é bem discreta (video). Nós até já fizemos algumas entregas de Long Board por aqui, mas o esforço impediu o modal de progredir na Courrieros.

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A empresa começa com a amizade entre Evans e Theo Cerboneschi. Se conheceram através de uma empresa de Kite Surf, Evans era vendedor e Cerboneschi era patrocinado pela empresa. Cerboneschi tinha desenvolvido uma espécie de skate elétrico que funcionava razoavelmente bem para uso próprio, quando viu que o produto podia virar algo comercial largou a faculdade e focou totalmente na melhoria do skate. Quando ficou satisfeito com a sua criação apresentou pro amigo Evans que adorou a ideia e embarcou no negocio.

 

Desde então a empresa já levantou capital através de crowdfunding na Kickstarter, através do programa de TV Shark Tank e de investidores anjo, um deles o diretor comercial da empresa de Elon Musk Solar City: Toby Corey. Tudo isso pra botar de pé o sonho e a visão de ver todo mundo indo de skate elétrico (ou outros modais individuais elétricos, patins, patinetes, bicicletas, etc.) pro trabalho. E a estratégia parece ser a mesma que Musk usou para seus carros elétricos, começar com um modelo caro para os fans da marca e da ideia e aos poucos ir lançando modelos mais em conta pra atingir as massas. Só pra se ter uma ideia o mercado mundial de bicicletas elétricas já movimenta cerca de U$16 bilhões ou seja espaço pra crescimento e mercado tem.

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Como toda ideia tem gente que acha que isso nunca daria certo. Que até é legal o fato de você poder carregar o seu meio de transporte debaixo do braço mais facilmente mas que a chance de você cair de um skate é muito maior e por isso pouquíssimas pessoas optariam por esse modal. Pelo ou menos é o que diz o conselheiro do Silicon Valley AutoTech Council Derek Kerton.

O desafio da Iboard vai ser se posicionar como um meio de transporte seguro mas que não seja visto como algo de “Ti-tio”. Nós aqui da Courrieros vamos ficar de olha na tecnologia pois seria uma excelente solução para entregas de longa distancia cuja integração com transporte publico facilitaria a locomoção, além de resolver o problema de estacionamento. Tecnologia é sempre bom, e quando não agride/polui é melhor ainda!

 

Bora de Courrieros, bora de skate?

VCB