O Bike pelo Mundo de hoje veio pedalando e parou no nosso Brasilzão!

Vamos falar hoje de Curitiba, uma das cidades mais cicláveis do país. Mais para frente traremos posts sobre outras cidades brasileiras!

 

 

Desde os anos 1970 a cidade investe no uso da bicicleta como meio de transporte e lazer. As primeiras ciclovias ligaram parques e seguiam as linhas do trem, mas já traziam o conceito de mobilidade para trabalhadores e estudantes.

Acompanhando as tendências mundiais da valorização crescente do uso da bicicleta nos centros urbanos, Curitiba redescobriu a importância das duas rodas leves nos últimos anos e atualmente, possui mais de 55 mil ciclistas.

O Plano Diretor Cicloviário anunciado em 2013 sob o comando do prefeito Gustavo Fruet (PDT) que previa investimentos de mais de R$ 90 milhões para ampliar a malha cicloviária da cidade em 300 km até 2016, sendo 90 km de ciclorrotas, 80 km de Vias Calmas e 130 km de vias cicláveis (entre ciclovias, ciclofaixas e passeios compartilhados) não foi totalmente concluido.

(Abrimos esse parenteses aqui, só para explicar melhor aos que não sabem, a diferença entre esses tipos de vias: A diferença ocorre em função da ocupação: a ciclovia é um espaço exclusivo para o fluxo de bicicletas, com separação física; a ciclofaixa é uma faixa exclusiva no mesmo nível da via de tráfego dos veículos; a ciclorrota é uma via de tráfego comum e de baixo movimento, onde veículos motorizados e bicicletas compartilham o mesmo espaço; e o passeio compartilhado é uma área comum onde há segregação entre ciclistas e pedestres. As Vias Calmas – tipo de ciclofaixa – também são segregadas, entretanto, o compartilhamento se dá entre ciclistas e motoristas, em vias expressas, com limitação de velocidade para os carros).

Contudo, obteve grandes conquistas como a criação da  Coordenadoria de Mobilidade do SETRAN Curitiba que existe exclusivamente para o acompanhamento de projetos que visem o pedestre e veículos não motorizados. Outras medidas, como a implantação da chamada Área Calma, que estabelece vias com velocidade reduzida e faixas preferenciais aos ciclistas no centro da cidade e a instalação de paraciclos nos terminais de ônibus também devem ser reconhecidas. “Mais do que lamentarmos o fato da prefeitura não ter conseguido implementar na sua totalidade uma meta de gestão, devemos estar satisfeitos por fazer parte dessa mudança de paradigmas que visa a integração da bicicleta aos outros modais de transporte”, afirma Goura Nataraj, assessor na coordenação de mobilidade urbana da Setran.

A capital paranaense no entanto, é uma das cidades mais cicláveis do Brasil, desde 2013 a estrutura cicloviária de Curitiba cresceu mais de 71,4%. Em quatro anos, a extensão de vias cicláveis equivale ao total construído nos 40 anos anteriores, desde que a capital ganhou sua primeira ciclovia.

 

E não para por aí, a partir da segunda metade de 2017, quem visitar Curitiba e der uma volta de bicicleta pelas ciclovias da cidade estará contribuindo com a produção de energia do município. É que a prefeitura assinou um acordo com a Agência de Cooperação Internacional do Japão para trazer para a cidade uma tecnologia capaz de gerar energia a partir do movimento sobre superfícies como a de uma ciclovia. Inicialmente, a energia gerada será usada para operar a sinalização das vias exclusivas às bicicletas e dos conjuntos de luzes utilizados para indicar a presença dos ciclistas a carros e ônibus que circulam pela cidade.

O piso que gera energia também deverá incluir sensores que produzem e remetem dados, sem depender da rede elétrica, sobre os veículos que circulam em sua superfície. A informação produzida pode ser usada para refinar sistemas de sinalização e, se interligada ao sistema de trânsito da cidade, pode aumentar a segurança e otimizar o fluxo de todos que usam as ciclovias, ruas e avenidas curitibanas.

JCB