Estas surpreendentes conclusões são de um estudo revelado pela revista científica Lancet. Os cientistas que o assinaram propuseram-se fazer um levantamento do impacto que a poluição tem na saúde humana em moldes nunca antes tentados.

A poluição “nunca foi alvo dos recursos ou nível de atenção de algo como a Sida ou as alterações climáticas”, sublinhou Philip Landrigan, diretor do departamento de saúde global da Icahn School of Medicine em Mount Sinai, Nova Iorque, e principal autor do relatório.

Landrigan explicou que “a poluição é um enorme problema porque as pessoas não a vêem de forma absoluta, mas sim fracionada”. Ciente disso o investigador, reuniu dados sobre doenças e mortes causadas por todas as formas de poluição combinadas, do ar à água contaminada. Foi a primeira vez que se cruzaram estes dados.

Ao abordar o tema de forma abrangente, a equipe de Landringan concluiu que em 2015, uma em cada seis mortes prematuras registadas no mundo, podem ser atribuídas a doenças por exposição tóxica. É um número superior, concluíram os investigadores, ao das mortes provocadas por guerras, desastres naturais ou fome.

Na China, as causas ambientais foram o segundo maior motivo de morte, causando uma em cada quatro mortes prematuras em 2015. Em muitos outros países, como Bangladesh, Paquistão, Coréia do Norte, Sudão do Sul e Haiti, um quinto das mortes prematuras foi também provocado por exposição à poluição.