– Toca o telefone…

Atendemos e recebemos a seguinte saudação

– Courrieros! Estava em uma reunião com minha equipe de transportes e tive A IDEIA para solução da greve. Vamos fazer nossas entregas de bicicleta! –

Nunca o telefone da Courrieros tocou tanto como esses últimos dias. Já falo/falamos da necessidade da intermodalidade e da integração entre modais faz mais de 5 anos. Da importância de ter alternativas como a bicicleta presente na malha de logística urbana e transporte.

Estamos construindo há anos, contra a maré, nossa rede de ciclistas entregadores, treinados para transportar cargas pequenas de e-commerce (e de delivery também) a mais de anos e o convencimento não é sempre tão óbvio para os clientes como deveria ser (teoricamente). Afinal, mais barata, mais sustentável, sem causar transito, mais prática e SEM GASOLINA a contratação para ciclistas na ultima milha soa clara. Mas, ao batermos nas portas de quase todos grandes players começamos nossa não tão pequena coleção de nãos – que nessa semana viraram (todos) um baita de um SIM.

A água precisa bater na bunda para se enxergar a necessidade de diversificar e mitigar seu risco.

Infelizmente, para nós, não temos (ainda) a rede necessária de ciclista para atender todas as demandas de novos clientes (que eu já havia visitado) de forma urgente.

Infelizmente, para alguns destes, também (mais ainda talvez) estão tendo que suspender suas operações e apertar o cinto com a falta de entregadores de moto, carro, vuc…

Enquanto isso clientes que não tiveram a miopia de enxergar a necessidade de meios alternativos e acreditaram na intermodalidade estão “sobrando” na greve. Não só mantiveram suas operações como aumentaram a quantidade de vendas. E-commerce’s como Nespresso, Amaro, Netshoes, Reserva e deliveries como Chinmi, VYA colhem os frutos da visão que tiveram a não se prenderem ao mais fácil e ao padrão utilizado no mercado.

Bicicletas, veículos elétricos, motos, carros, caminhões, barcas, trens, aviões… todos tem sua função e sua prioridade na cadeia. Enquanto não percebermos isso continuaremos a conviver com situações parecidas ou piores que a que vemos hoje.

O futuro tem que ser mais colaborativo, integrado e sustentável!

VCB